domingo, 19 de junho de 2011


Boa Tarde galeraaa!
Hoje nós vamos falar um pouco sobre um  vírus chamado Chlamydia Trachomatis.
A Chlamydia é uma doença sexualmente transmissível, uma doença silenciosa que se espalha cada vez mais. Nos E.U.A, por exemplo, existem cerca de 4 milhões de casos novos anualmente, a maior parte em jovens com menos de 25 anos de idade. Afeta os órgãos genitais masculinos e femininos. Assim como os vírus e as rickettsias (rickettsia é um gênero de bactérias que são carregadas como parasitas por vários carrapatos, pulgas, e piolhos), a chlamydia é um parasita intracelular obrigatório. Pode produzir esporos, o que torna sua disseminação mais fácil. Este vírus, pode apenas afetar seres humanos, pode ser transmitido através de fluidos corporais, pelos genitais, olhos e boca. A Chlamydia pode também ser transmitida ao recém-nascido durante o parto se a grávida se encontrar infectada.
Os sintomas de infecção diferem entre o sujeito masculino e o sujeito feminino, os homens podem sentir ardor na uretra (canal que faz a ligação entre a bexiga e a extremidade do pênis, para saída da urina) enquanto urinam e até libertar corrimento.
Nas mulheres, é frequente a infecção do colo do útero mas pode também haver envolvimento da uretra, do útero e das trompas. A infecção do colo do útero pode manter-se silenciosa (sem sintomas) durante muito tempo ou manifestar-se por corrimento purulento (amarelo e espesso). Podem também experienciar outros sintomas, como ardor ao urinar e dores na parte inferior da barriga. A inflamação da faringe, com dores de garganta, pode surgir quando se pratica sexo oral com um indivíduo infectado, e pode haver inflamação do reto com dor durante a defecação e emissão de pus e sangue se praticar sexo anal.
A Chlamydia pode até afetar os órgãos sexuais internos da mulher, sendo uma causa frequente de esterilidade por inflamação das trompas de falópio. Aumenta também o risco de gravidez ectópica (gravidez em que o desenvolvimento do feto ocorre fora do útero) e do parto prematuro. As infecções crônicas do colo do útero (cervicites crônicas) não tratadas podem levar ao aparecimento de cancro do colo do útero. Outra complicação possível é a infecção ocular (conjuntivite).
Esta doença pode ser tratada com vários fármacos,  doxiciclina  é o antibiótico mais popular porque é faz parte de um longo processo de tratamento e é relativamente barato. Embora, tetraciclina , cloranfenicol, rifampicina, e fluroquinones possam também ser usados. É recomendado o uso de eritromicina no caso de gravidez.
Está a ser elaborado um estudo na universidade “Johns Hopkins” situada em Baltimore, E.U.A que testa uma vacina em ratos, injectando-lhes Chlamydia Trachomatis, isolando e amplificando os anticorpos produzidos, usando-os depois para “moldar” uma proteína. O próximo passo será adaptar esta proteína para humanos, no entanto, a melhor maneira de se proteger contra esta doença, assim como todas as outras doenças sexualmente transmissíveis é evitando a prática de sexo com parceiros com passado sexual desconhecido e usando sempre o preservativo, e ao ser diagnosticada esta doença, alertar os parceiros sexuais desse facto, para que a doença não seja espalhada ainda mais.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ei, galera, vocês já sabem que nosso blog é sobre DSTs virais e bacterianas, mas vocês sabem a diferença entre esses dois microorganismos que as causam?
Seu corpo é um organismo multicelular composto talvez de 100 trilhões de células. As células no seu corpo são aparelhos relativamente complicados. Cada uma tem um núcleo, um equipamento de produção de energia,... As bactérias são organismos muito mais simples, com apenas uma célula e sem núcleo definido. Elas pertencem ao Reino Monera e têm, aproximadamente, um centésimo do tamanho de uma célula humana. As bactérias são como peixes nadando no oceano do seu corpo. Em condições ideais, as bactérias se reproduzem bem rapidamente: uma vez que a cada 20 ou 30 minutos uma bactéria se divide em duas, nessa velocidade, uma bactéria pode se transformar em milhões em apenas poucas horas.
O vírus pertence a uma linhagem totalmente diferente. Ele é um microorganismo acelular, uma partícula viral nada mais é do que um fragmento de DNA dentro de uma cápsula protetora. Como são destituídos de células e só têm metabolismo quando estão no interior de células hospedeiras específicas, não existe consenso entre os cientistas quanto ao fato de poderem ou não ser classificados como seres vivos. De qualquer forma, os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, assim como algumas bactérias. O vírus entra em contato com a célula, se liga à parede celular e injeta seu DNA (e talvez algumas enzimas) dentro dela. O DNA usa o mecanismo que há dentro da célula viva para reproduzir novas partículas virais. Finalmente, a célula que foi invadida morre e se rompe, liberando as novas partículas de vírus, ou as partículas virais desenvolvem-se e são liberadas em forma de vesículas, neste caso, é muito provável que a célula continue viva. Nos dois casos, a célula é uma fábrica de vírus. O vírus para viver e se multiplicar precisa estar dentro das células de um organismo. Dentro da célula, o vírus consegue assumir o comando, fazendo com que a célula trabalhe para ele. Fora da célula o vírus morre (o tempo ainda não é preciso). Os vírus podem parasitar plantas, animais e até mesmo bactérias. Geralmente, a presença desses microorganismos produz algum efeito colateral que faz com que você fique doente. Por exemplo, as bactérias estreptocócicas liberam uma toxina que causa a inflamação da sua garganta. O vírus da pólio libera toxinas que destroem as células nervosas, geralmente levando à paralisia. Algumas bactérias são benignas ou benéficas (por exemplo, todos nós temos milhões de bactérias no intestino e elas ajudam a digerir a comida), mas muitas são perigosas quando entram no corpo ou na corrente sanguínea. Mas uma coisa é certa: as infecções virais e bacterianas são, de longe, a causa mais comum de enfermidades para a maioria das pessoas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Boa noite, galera!
Depois de dar adeus aos preconceitos, às proibições e à repressão sexual, tanto os homens quanto as mulheres passaram a iniciar sua vida sexual muito cedo e a ter uma vida sexual mais ativa. Porém, esta intensa atividade pode vir acompanhada de alguns problemas de saúde, que merecem atenção e tratamento adequado.
Entre estas questões encontra-se o HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba diferentes tipos e, por ser transmitido sexualmente, pode provocar o surgimento de lesões genitais de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, entre outros sinais de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer). O vírus HPV já existia desde os papiros do Egito, mas foi descoberto somente em 1976. O HPV é um vírus que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações diferentes.
 A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas, mas certos tipos são frequentemente encontrados em determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero, do qual se estima que sejam responsáveis por mais de 90% de todos os casos verificados.

Em geral, as mulheres apresentam-se mais vulneráveis à infecção pelo HPV por apresentarem variações tanto do ciclo hormonal quanto da imunidade ao longo do mês, diferentemente dos homens.
A infecção pelo HPV está relacionada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.
A seguir, vemos uma imagem de células infectadas pelo vírus HPV:


Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.
As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecias como "crista de galto". Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer de colo do útero caso não sejam tratadas precocementeElas são agora uma das DSTs mais comuns e sua incidência é ultrapassada apenas pela tricomoníase, gonorréia e Chlamydia. O número de consultas a médicos particulares por causa de verrugas genitais, no entanto, é maior que o número de consultas por causa de gonorréia e herpes genital. A infecção do colo uterino por HPV quase sempre é assintomática e muito mais comum que a verruga genital.

As verrugas genitais podem ser encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou vagina e podem ser visibilizadas através de exame urológico (peniscopia), ginecológico (colposcopia e vulvoscopia). Já o diagnóstico de suspeita pode ser feito através do exame citológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico definitivo é realizado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR e biópsia da região suspeita.

 Verruga genital

Nos casos das verrugas, os tratamentos são realizados através de uso de ácidos no local da verruga, uso de laser ou ainda a retirada cirúrgica apenas. Em alguns casos de HPV em colo de útero, pode ser realizada apenas a cauterização do local. A duração do tratamento depende da extensão do processo e da recidiva da doença.

A prevenção para essa doença não poderia ser outra senão o uso de preservativos em todas as relações sexuais durante todo o tempo. Nem sempre o homem ou a mulher apresentam lesões visíveis a olho nu. Por isso não se pode bobear.

Existe também uma vacina contra o HPV. Ela foi criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, assim, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18).
O impacto real da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas.

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo. A vacina pode ser tomada no Brasil e é administrada em 3 doses, com 1, 2 e 6 meses. A partir dos 9 anos de idade, pode-se tomar essa vacina, mas, infelizmente, ainda não está presente nas redes públicas de saúde. A imunização não sai por menos de R$ 1.000. Isso porque cada dose custa de R$ 240 a R$ 380, dependendo de sua composição, e são necessárias três aplicações.

Referências:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=327
http://www.dst.com.br/pag05.htm
http://www.gineco.com.br/hpv
http://www.msdonline.com.br/pacientes/sua_saude/cancer_do_colo_do_utero/paginas/papilomavirus_humano_hpv.aspx



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Boa noite! 


O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSC-2). A maior parte dos casos de herpes genital é causada pelo tipo 2. A infecção genital do tipo 2 é mais comum nas mulheres provavelmente porque a transmissão homem-para-mulher seja mais provável do que mulher-para-homem.
Infecção pelo vírus herpes simplex tipo 1
A maioria das pessoas não tem sintomas da infecção ou eles são moderados. Quando os sintomas ocorrem, eles tipicamente aparecem como bolhas nos genitais e reto, ou ao redor. A bolhas estouram, deixando feridas que podem levar de duas a quatro semanas para sarar na primeira vez que ocorrem. Geralmente outra erupção pode aparecer semanas ou meses depois da primeira, mas quase sempre é menos severa e dura menos tempo. Embora a infecção possa ficar no corpo indefinidamente, a quantidade de erupções tende a diminuir no período de anos.
Os vírus da herpes podem ser encontrados e soltos nas feridas que eles causam, mas também podem ser liberados por erupções na pele que não parecem estar estouradas ou feridas. Geralmente a pessoa só pode contrair infecção do vírus tipo 2 durante contato sexual com alguém que tenha infecção genital por esse vírus. A transmissão também pode acontecer via parceiro sexual que não tem feridas visíveis e pode não saber que está infectado.

O HSV-1 (tipo 1) também pode causar herpes genital, porém mais comumente causa infecções na boca e lábios. As erupções genitais do HSV-1 ocorrem com menos freqüência do que as do HSV-2.
A maioria das pessoas com HSV-2 não sabe que está infectada. Porém, se os sintomas ocorrerem, a primeiras erupção pode ser bem pronunciadas. A primeira erupção geralmente acontece dentro de duas semanas depois da transmissão do vírus e as feridas tipicamente saram entre 2-4 semanas. Outros sintomas durante o primeiro episódio podem incluir um segundo florescimento de feridas e sintomas semelhantes à gripe, incluindo febre. Porém, a maioria das pessoas com infecção de HSV-2 pode nunca ter feridas, ou ter sintomas tão leves que nem nota ou confunde com picada de insetos ou outro problema de pele.

A maioria das pessoas que tiveram o primeiro episódio de erupções causadas pela herpes genital pode esperar que elas se repitam (geralmente 4 ou 5) durante o ano. Ao passar do tempo geralmente essas recorrências diminuem de freqüência.
Manifestação da Herpes Genital tipo 2 em mulheres
O herpes genital pode causar feridas dolorosas recorrentes em muitos adultos, e pode ser severa em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Independentemente da severidade dos sintomas, herpes genital freqüentemente causa problemas psicológicos nas pessoas infectadas.
Adicionalmente, herpes genital pode causar infecção potencialmente fatal em bebês. É importante que a mulher evite contrair herpes durante a gravidez porque um primeiro episódio enquanto estiver grávida é de grande risco de transmissão para o bebê. Se a mulher tiver o herpes genital ativo durante o parto, geralmente opta-se pela cesariana. Afortunadamente, infecções de herpes passadas das mães para os bebês são raras.
Herpes pode ter influência na disseminação do HIV, o vírus que causa AIDS. Herpes pode tornar a pessoa mais susceptível à infecção do HIV. Pessoas com herpes e HIV também têm maior probabilidade de transmitir o vírus da AIDS.
Manifestação da Herpes Genital tipo 2 em homens 
Não há tratamento que cure herpes, porém medicamentos antivirais podem diminuir e prevenir as erupções. Adicionalmente, terapia diária de repressão ao herpes sintomático pode reduzir o risco de transmissão para o parceiro sexual.
O método de prevenção mais seguro para evitar qualquer doença sexualmente transmissível, incluindo herpes genital, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longo prazo com um parceiro testado que sabe-se não estar infectado.
Ulceração pode acontecer nas áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativo de látex somente pode reduzir o risco de transmissão do herpes genital quando envolve toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não cobrir toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante proteção contra herpes genital.

Pessoas com herpes genital não devem ter relações sexuais com parceiros não infectados quando as lesões e outros sintomas estiverem presentes. É importante saber que mesmo que a pessoa não apresente sintomas ela ainda assim pode infectar seu parceiro sexual, desta forma ele deve ser alertado do risco. O parceiro sexual de uma pessoa com herpes genital pode procurar fazer teste de sangue para determinar se foi infectado.

Prevenir é a melhor maneira de se cuidar!
Bom dia, galera! Achamos um video bem interessante que vale muito à pena assistir, esperamos que gostem!

domingo, 12 de junho de 2011

Boa tarde e feliz Dia dos Namorados, pessoal! O nosso post de hoje é sobre essa famosa data comemorativa.
Dia 31 de Maio é comemorado o Dia Contra o Fumo, que tem a finalidade de lembrar as pessoas dos perigos que representa o fumo para a saúde. Essa data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde para se refletir sobre o tema.
A mesma Organização Mundial da Saúde instituiu o dia 1º de dezembro como o dia Internacional da Luta contra a AIDS com o mesmo objetivo: fazer com que as pessoas reflitam sobre esse assunto. E hoje, 12 de junho, Dia dos Namorados, essa mesma consciência deve ocorrer. Essa é uma ocasião em que as pessoas que se amam comemorarão o seu bom relacionamento e adequado entendimento com seu parceiro, e essa comemoração às vezes é concretizada com o ato sexual, uma vez que o sexo verdadeiramente prazeroso é aquele feito com amor. Mas não podemos esquecer que quem ama cuida e que amor não rima com AIDS e muito menos com qualquer outra DST, então demonstre a sua preocupação para o seu parceiro usando a camisinha. De resto, para o amor não há limites!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Boa noite internautas desse prazeroso blog!!!
Hoje vamos falar um pouco sobre uma bactériazinha muito chata que incomoda quem não toma as devidas precauções é a gardnerella vaginalis, vamos te deixar por dentro de tudo o que essa bactéria pode causar ao seu sistema reprodutor.

Conceito:A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal (ver explicação abaixo) de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria (segundo alguns autores em associação com outros germes como bacteróides, mobiluncus, micoplasmas etc), temos um quadro que convencionou-se chamar de vaginose bacteriana.
Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal.

A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.

Foi detectada uma maior incidência da vaginose bacteriana em mulheres que tem múltiplos parceiros sexuais. 

No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanopostite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral. No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.

FLORA MICROBIANA NORMAL : Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, virus, fungos etc) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, vagina, uretra, intestinos etc) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo.

Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez, uso de DIU, uso de duchas vaginais sem recomendação médica etc) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção. 

Agente:Gardnerella vaginalis. 
Complicações/Consequências:Infertilidade. Salpingite. Endometrite. DIP. Ruptura prematura de Membranas. Aborto. Aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus. Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorréia, trichomoníase etc. Durante a gestação pode ser causa de prematuridade ou RN de baixo peso. 

Transmissão:Geralmente primária na mulher. Sexual no homem. Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas

Prevenção:Camisinha. Evitar duchas vaginais, exceto sob recomendação médica. Limitar número de parceiros sexuais. Controles ginecológicos periódicos.